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02
Nov
Escrito por Bruno Fonseca
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logo.jpgTodd Jeffrey Fixman é Senior Writer na Insomniac Games e já trabalhou em diversos títulos incluindo as três versões dos jogos Ratchet & Clank (Tools of Destruction, Quest for Booty, A Crack in Time) para PS3 assim como o Resistance 2. Em cada projecto, T.J. esteve envolvido em todos os níveis de produção do jogo, incluindo argumento cinemático, diálogos, casting, direcção de voz, design e muito mais. Estivemos à conversa com este fã incondicional de Mel Brooks e dos desenhos animados clássicos da Warner Bros.

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Bruno Fonseca - Na concepção de um jogo o que dá mais trabalho, criar a historia, as personagens ou encontrar a voz certa para lhes dar vida?

T. J. Fixman - Criar a personagem para mim é o mais trabalhoso. No que concerne ao design, eu passo isso ao departamento de arte e eles fazem um trabalho fantástico a criarem a identidade gráfica da personagem. Claro que escolher a pessoa para dar a voz também é muito difícil porque temos de nos certificar que escolhemos a pessoa exacta para o papel. Contudo, para mim, o difícil mesmo é criar a personagem porque existem várias questões que sempre se levantam, como são exemplo, a forma como ela se irá inserir no universo de Ratchet & Clank,  se é realmente cómica, se as pessoas irão gostar, etc. Ou seja, estas são as grandes questões que temos de ter sempre em mente, porque os fãs deste série são muito leais e procuram personagens com que se identifiquem e que não os tirem da experiencia de jogar este titulo.

B.F. – Para as pessoas que até gostam de jogos de plataformas, mas se mantêm afastadas deste titulo por considerarem que é para miúdos que argumento usaria para as convencer?

T. J. – O Que é importante as pessoas perceberem é que este jogo é para todas as idades. É o tipo de jogo que podem jogar com a namorada, com a esposa, com a filha, ou seja com todos os membros da família. Tem humor e aventura para todas as idades. Aliás, a historia e as próprias piadas são escritas a pensar em todas as classes etárias, desde os 10 aos 18, ou dos 20 aos 40. Ou seja é um jogo para todos e não só para alguns.

B.F. – Que alterações a nível técnico merecem destaque neste jogo, especialmente comparando-o com o primeiro titulo que foi lançado para a PS3?

T. J. – O aspecto visual comum aos outros jogos não foi muito alterado, porque já se encontrava muito bom. Contudo, em ‘A Crack In Time’ existe ainda uma maior aposta no detalhe, é possível ver o pelo, o brilho no cinto de metal, entre outras características gráficas. O jogo está tão perfeito que ao invés do jogador pensar que está a ver um simples jogo, vai-se sentir num desenho animado, como aqueles que passam nas televisões ao fim de semana.

B.F. – O que podemos esperar deste franchise no futuro?

T. J. – Uma coisa sabemos, nunca podemos dizer nunca. O final deste jogo, marca a conclusão desta trilogia. O que virá depois só o futuro poderá dizer.

Bruno Fonseca | brunofonseca@reviews.com.pt

 

 

 

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