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30
Out
Canon EF 70-300 f/4-5.6 L IS USM
Lançada à mais de um ano, mais precisamente em Agosto de 2010, a EF 70-300 f/4-5.6 L IS USM é a mais recente objectiva do extenso catálogo da Canon a receber o importante prémio EISA, como objectiva do ano 2011-2012. Naturalmente que não resistimos experimentar a mesma e tentar averiguar o porquê da conquista deste prémio, algo que rápidamente descobrimos, tal é a qualidade de construção, da imagem e o custo acessível, face a modelos equivalentes.

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Construção
A linha de objectivas de 70-300mm não é própriamente uma novidade, sendo para muitos fotógrafos amadores a escolha óbvia, para não terem que andar com a mochila carregada de objectivas de distância focal fixa para cada situação. É um tipo de objectiva muito prático e versátil, pois permite captar imagens de objectos próximos, ou retratos se assim o preferir, até situações de zoom elevado, como captar a lua numa noite de céu limpo, ou um navio ao largo da costa. Porém, ao contrário das diversas 70-300 que a Canon tem no seu historial, esta é a primeira objectiva do género a pertencer à familia L, o que significa que esta cumpriu diversos requisitos exigentes para receber tal promoção.
 
Assim sendo, esta objectiva passa assim a recorrer a conjuntos ópticos de maior desempenho e maior precisão, juntamente com uma qualidade de construção superior, que passa a incluír protecção contra poeiras e humidade, requisitos fundamentais para fotógrafos profissionais que precisam da versatilidade desta objectiva em situações como vida selvagem e fotojornalismo. Para a poder distinguir da 70-300 anterior, embora ambas tenham dimensões semelhantes, este novo modelo possui o tradicional corpo em branco, tal como (quase) todas as objectivas da familia L.

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Tecnologias
A nível de soluções tecnológicas utilizadas nesta objectiva, encontram-se o estabilizador de imagem de 4 pontos, o motor de focagem USM, os elementos UD e a abertura circular de 8 lâminas. Começando pelo sistema IS, esta objectiva recorre a um novo sistema de estabilização de imagem de 4 pontos, ideal para uma objectiva que percorre uma distância focal tão ampla quanto esta. Este sistema permite que, mesmo em situações em que tenha que fotografar com a distância focal no valor máximo, consiga captar imagens nítidas, mesmo sem utilização de um tripé. Naturalmente que isto não garante um resultado excelente em todas as situações, mas consegue melhorar significativamente as nossas hipoteses de conseguirmos a fotografia do momento, quando menos esperamos.
 
Juntamente com o sistema de estabilização de imagem temos o anel USM (motor ultra-sónico), que permite focar a imagem, de forma rápida e automática, práticamente em silêncio. Poderá à partida parecer um ponto pouco importante, mas de nada serve tentar captar um objecto em movimento se o motor de focagem da objectiva não for suficientemente rápido para acompanhar esse objecto.

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No total de 19 elementos ópticos, divididos em 14 grupos, encontramos dois elementos UD (dispersão ultra-baixa) que permitem captar imagens com o minimo de aberração cromática, um problema habitual em objectivas com uma distância focal tão ampla. Por fim temos o diafragma, constituído por oito lâminas, o que permite uma desfocagem de fundo criativa, ideal para destacar o objecto ou os motivos que pretende captar.
 
Resultados
Com pouco mais de 1Kg de peso, esta objectiva está preparada para funcionar seja com máquinas DSLR de sensor APS-C, seja sensor Full Frame de 35mm. Como seria de esperar, embora esta EF 70-300 tenha uma abertura de f/4.0 a 70mm, à distância máxima somos obrigados a usar uma abertura máxima de f/5.6, valor esse ainda assim bastante bom para uma objectiva tão versátil e acessível. Naturalmente que se precisa de uma maior abertura e não necessita de 300mm, talvez uma 70-200 f/2.8 ou f/4.0 sejam uma melhor escolha, mas os 100mm adicionais podem justificar a ligeira perda de luminosidade face à maior versatilidade. Na maior parte dos casos até se justifica.
 
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A qualidade de imagem captada, seja em que situação, é quase sempre de elevadíssima qualidade, muito embora o sistema de estabilização óptica começe a não conseguir lidar com o exigente trabalho que é lidar com uma distância focal de 300mm, sendo recomendável o uso de um tripé ou monopé, caso pretenda usar muito valores tão elevados. Honestamente continuo a considerar a 70-200 f/2.8 L IS USM como a minha teleobjectiva de eleição, muito por culpa da enorme abertura f/2.8 (capta sensivelmente o dobro da luz que a 70-300 nas mesmas condições) que a tornam mais indicada para captar objectos em movimento, mas não consegue oferecer a versatilidade que esta Canon tem, e que levou ao jurí da EISA a considera-la como a objectiva do ano.
 
1.499€ - Canon – www.canon.pt
Gustavo Dias – gustavo.dias@leak.pt
 

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